O Papel da Genética no TEA e no TDAH: O que a ciência nos revela?

A compreensão sobre os fatores genéticos envolvidos no Transtorno do Espectro Autista (TEA) e no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) tem avançado significativamente. Estudos mostram que esses transtornos possuem alta taxa de hereditariedade, indicando que a genética desempenha um papel fundamental em seu desenvolvimento. Mas o que isso realmente significa? Vamos explorar os conceitos de hereditariedade e herdabilidade e entender como a ciência tem investigado essa relação.

Hereditariedade: A Transmissão Genética de Pais para Filhos

A hereditariedade refere-se à possibilidade de um traço ou condição ser transmitido de geração em geração. No caso do TDAH, estima-se que filhos de pais com o transtorno tenham entre 50% e 60% de chance de também desenvolvê-lo. Para o TEA, crianças com parentes de primeiro grau diagnosticados apresentam um risco 10 vezes maior de manifestar o transtorno. Esses dados reforçam a necessidade de considerar o histórico familiar ao avaliar possíveis casos.

Herdabilidade: A Influência dos Genes nas Diferenças Individuais

Enquanto a hereditariedade trata da transmissão de características, a herdabilidade mede o quanto as diferenças entre indivíduos podem ser explicadas por fatores genéticos. No TEA, a herdabilidade é de aproximadamente 80%, indicando que a maior parte da variabilidade na população se deve à genética. Para o TDAH, esse índice é de 74%, também demonstrando uma forte influência dos genes, embora fatores ambientais ainda desempenhem um papel relevante.

Genética Não Determina o Destino

Embora a genética tenha um impacto expressivo no TEA e no TDAH, isso não significa que o ambiente e as experiências individuais não sejam importantes. Estratégias de intervenção precoce, suporte adequado e fatores protetivos podem contribuir para um prognóstico mais positivo. Portanto, compreender a influência genética desses transtornos é essencial, mas deve sempre ser considerada em conjunto com outros aspectos do desenvolvimento infantil.

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Referências

  1. Faraone, S. V., et al. (2015). “Attention-deficit/hyperactivity disorder.” Nature Reviews Disease Primers.
  2. Tick, B., et al. (2016). “Autism spectrum disorders and other psychiatric conditions: A genome-wide study.” JAMA Psychiatry.
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